12.7.07
a história de andrée - 2.
Salomon August Andrée, Knut Frænkel e Nils Strindberg.


It is not a little strange to be floating here above the Polar Sea. To be the first that have floated here in a balloon. How soon, I wonder, shall we have successors? Shal we be thought mad or will our example be followed? I cannot deny that all three of us are dominated by a feeling of pride.
We think we can well face death, having done what we have done. Isn’t it all, perhaps, the expression of an extremely strong sense of individuality which cannot bear the thought of living and dying like a man in the ranks, forgotten by the coming generations? Is this ambition?

Diário de bordo da expedição de Andrée - entrada de 12 de Julho de 1897.


A ideia terá surgido a dezasseis de Março de mil oitocentos e noventa e quatro. Contemo-la assim: num qualquer evento social, o explorador polar A. E. Nordenskjold encontra Salomon August Andrée, um experiente aeronauta. Fala-lhe da possibilidade do uso de balões na exploração polar. Andrée fica encantado com a hipótese. Durante meses, entrega-se ao estudo e elaboração de um ambicioso projecto: voar até ao Pólo Norte.
A inovação que uma viagem de balão ao Pólo Norte traz é a velocidade a que decorre. Aproveitando o bom tempo do estio e o sopro do vento sul, Andrée estima chegar ao Pólo em menos de quarenta e três horas.
Em mil oitocentos e noventa e cinco, Salomon August Andrée apresenta a sua ideia na Academia das Ciências de Estocolmo. Será o primeiro homem a chegar aos noventa graus Norte. E logo pelo ar. Levará consigo um fotógrafo para mapear o caminho tomado e para retratar a vida da expedição: Nils Strindberg. Um meteorologista estudará o tempo e anotará todos os detalhes da viagem: Nils Gustaf Ekholm.
Entre vozes críticas – um suicídio, um louco – e aclamações –uma ousadia, um herói- Andrée inicia a recolha de fundos. Alfred Nobel está, tal como o rei da Suécia, entre os nóveis mecenas da construção e aprovisionamento de um balão chamado Örnen (Águia), encomendado na véspera de Natal de mil oitocentos e noventa e cinco ao francês Henri Lachambre.
Um ano e meio mais tarde, na casa do balão, erguida em Virgo, na ilha dos Dinamarqueses, no extremo noroeste de Spitsbergen, o Örnen aguarda ansiosamente o clarear dos céus para partir para noventa graus norte. Ekholm, ao vê-lo assim construído, aponta-lhe defeitos e perigos diversos e abandona a expedição. É substituído por Knut Frænkel.
A onze de Julho de mil oitocentos e noventa e sete, o dia amanhece azul e limpo. Finalmente. Para trás ficou uma semana de tempo instável. Todo o equipamento é colocado no balão. A tripulação pronta para dar início à aventura. Porém, dois baleeiros ancoram no porto. Dizem que do sul vem tempestade. Andrée pede uma hora para reflectir. Olha os horizontes. Mede a força dos ventos. Ouve os colegas. E conclui que chegou o momento de voar.


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A montagem do Örnen. © DR

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Detectando fugas de ar. © DR

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A Casa do Balão, Virgo, Ilha dos Dinamarqueses, Spitsbergen. © DR
 
posted by Eduardo Brito at 23:05 | Permalink |


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