25.4.07
postais do círculo do urso - 3 - o primeiro sol visto no pólo.
O primeiro sol de dois mil e sete, aparecido a oito de Março. Fotografia: © Tara Arctic.
 
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fantásticos espaços do círculo: frislândia
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Frislândia no mapa de Mercator de 1595.


Também denominada Frischlant, Friesland ou Freezeland, fica situada a sudeste da Islândia e foi descrita pelos irmãos Nicolò e Antonio Zeno. Cristóvão Colombo, ao visitar a Islândia, em 1477, ouviu dizer que os nativos chamavam Frislândia à ilha de Tule.
 
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23.4.07
ns arktika.
NS Arktika.


A dezassete de agosto de mil novecentos e setenta e sete, o quebra-gelo atómico soviético Arktika, movido por setenta e cinco mil cavalos, tornou-se no primeiro navio a atingir o Pólo Norte Geográfico.
 
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18.4.07
we won't see you again, henry hudson.
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John Collier, The Last Voyage Of William Hudson, 1860.


Em mil seiscentos e dez, Henry Hudson, a bordo do Discovery, regressa pela quarta vez às paisagens do silêncio. Regressa à procura do mesmo: da passagem para o outro lado do mundo. Três exaustivas viagens pelo distante norte, três tentativas falhadas, ficam para trás. Uma, em mil seiscentos e sete, leva-o à procura da passagem para o Japão e China pelo Pólo Norte. Hudson é travado pelo gelo a apenas quinhentas milhas náuticas do Pólo. No regresso, acha a ilha de Jan Mayen e assinala a riqueza de cetáceos ao largo de Spitsbergen. Um ano depois, tenta encontrar a passagem Este, esbarrando no gelo desta feita ao largo de Nova Zemlya. Em mil seiscentos e nove, volta a tentar a rota para nascente. O frio e o gelo são constantes. Hudson, ousado, muda totalmente de rumo e num ápice veleja para Oeste, para as águas menos gélidas da costa americana, onde explora o rio que haveria de ficar com o seu nome.
É pois um Henry Hudson aventureiro, experiente e optimista que parte de Londres, a dezassete de Abril de mil seiscentos e dez, rumo a noroeste. É esta a sua quarta viagem. E a última. Estamos em inícios de Junho, na costa Áctica do Canadá. Hudson entra na baía que haveria de ser sua e ruma a leste. Fazem-se mapas, exploram-se todos os palmos de terra que encontram até chegar o inverno, até chegar a longa paragem feita de dias escuros. Os meses passam, o ano despede-se e o tempo demora. Não abundam provisões no Discovery e os seus homens desesperam, passam fome. O escorbuto arrasa-os. A noite envenena-os com febre. A chegada do dia primaveril acorda um navio doente e dividido: derretido o gelo, o navio está pronto a velejar. A vinte e três de Junho de mil seiscentos e onze, os marinheiros Henry Greene, Robert Juet, Abacuk Prickett e Robert Bylot, dirigem-se ao comandante Hudson e informam-no que o Discovery não deve rumar ainda mais para norte. A viagem tem de ser de regresso a Inglaterra. E imediatamente. Hudson diz que não: para o comandante, há alimentos nas terras próximas e a passagem deve estar perto demais para regressar a casa. Os marinheiros amotinam-se. Acorrentam Hudson e o seu filho John. Atiram-nos para um pequeno batel. Phillip Staffer e Aldous Wydowse juntam-se voluntariamente ao comandante. Antes a morte que a traição, terá dito o primeiro. E a estes quatro, todos os moribundos do navio. Greene atira-lhes um pouco de comida, uma pistola e a despedida:
“Não te voltaremos a ver, Henry Hudson”.
Na viagem de regresso a Inglaterra, o Discovery aporta para reabastecimento no Cabo Digges. Os marinheiros amotinados saem para terra decididos a extorquirem comida aos esquimós. Estes resistem. Lutam. Os marinheiros são feridos e mortos. Salva-se apenas Robert Bylot, que consegue trazer o Discovery ate Londres. Apanhado na voragem da descoberta da Passagem, nunca foi julgado e chegou a regressar ao Árctico, nas expediçoes de Thomas Button e William Baffin.
Henry Hudson deu nome a rio, a estreito e a consequente baía. Desapareceu na névoa polar: num pequeno barquinho à deriva, fez-se gelo na companhia do seu filho e dos seus fieis companheiros.
 
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17.4.07
ciclo de filmes do círculo: ingenjör andrées luftfärd
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Ingenjör Andrées Luftfärd /The Flight Of The Eagle: Jan Troel, Suécia, RFA e Noruega, 1982, 145 minutos.
 
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10.4.07
fantásticos espaços do círculo: estotilândia.
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Estotilândia, no mapa de Nicolò Zeno de 1588.


Ilha mais pequena que a Islândia situada no Atlântico norte, tem quatro rios e uma montanha no centro. Encontra-se a norte da ilha de Drógio, onde os homens se devoram uns aos outros em templos esplendorosos. As gentes de Estotilândia dominam todas as artes do mundo excepto a arte de usar a agulha de marear.
(F. Marcolini, Dello scoprimento dell'isole Frislania, Eslanda, Engrovelanda, Estotilanda e Icaria, fatto sotto il Polo Artico dai due fratelli Zeno, M. Nicolo e M. Antonio, Venezia, 1558)
 
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