23.3.07
fantásticos espaços do círculo: tule.
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Tule na Carta Marina de Olaus Magnus, de 1537


Ilha do Atlântico Norte, situada a seis dias de navegação das ilhas Orkney. Tule é dez vezes maior que a Inglaterra, o seu solo é praticamente estéril e o ar é uma mistura de água do mar e oxigénio. Um fenómeno estranho acontece em Tule todos os anos. Na época do solstício de Verão, o sol nunca se põe, ficando no céu até à chegada do solstício de Inverno. Então, durante quarenta dias e quarenta noites permanece oculto. Os habitantes da ilha passam a larga noite a dormir, uma vez que nada mais se pode fazer nessa escuridão.
Entre as diversas tribos de Tule, é de mencionar a que chamam de escritifinos. A vida dos escritifinos parece-se com a dos animais. Como animais selvagens, perseguem e caçam as enormes criaturas que habitam nos seus bosques. Às vezes, no inverno, os escritifinos cobrem-se com as peles destas criaturas selvagens e extraem-lhes a medula dos ossos para alimentar os seus filhos, a quem jamais dão leite. Quando nasce um filho, pai e mãe põem-no numa bolsa de couro e atam-no a uma árvore, deixando-o com uma fatia de medula na boca enquanto vão à caça.
Existe outra tribo cujos membros veneram muitíssimos deuses e demónios. Afirmam que existe um deus ou um demónio em cada pedra, rio ou árvore e oferecem a estes seres sacrifícios humanos que consistem em degolar a vítima no altar, empalá-la numa árvore e lançá-la de um precipício.
Uma terceira tribo, mais simpática, é famosa pelo excelente hidromel que preparam com o abundante mel que produzem as suas abelhas.
(Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, séc. I AC; Estrabão, Geografia, séc. I AC; Procópio, Guerra dos Godos, Séc IV)

in Breve Guía de Lugares Imaginarios, de Alberto Manguel e Gianni Guadalupi, Ed. Gran Bolsillo, Alianza Editorial, 1980, página 617.
 
posted by Eduardo Brito at 17:13 | Permalink |


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