27.2.07
fantásticos espaços do círculo: rupes nigra e as quatro ilhas do pólo.
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Mapa de Bertius, de 1618, baseado no mapa de Mercator de 1595, mostrando Rupes Nigra e as Quatro Ilhas Polares.


Inventio Fortunata data de inícios do século XV. Livro perdido que poucos terão visto e ainda menos terão lido, exercerá influência sobre a geografia polar até finais do século XIX. A mais antiga referência que lhe é conhecida é feita pelo mercador John Day, em carta a Colombo datada de 1497, precisamente para dizer ao marinheiro que não conseguia encontrar nenhum exemplar do livro. Inventio Fortunata postula que a região polar é composta por quatro ilhas - uma delas habitada por pigmeus - e um mar polar entre elas. E no meio desse mar polar, Rupes Nigra, a rocha negra magnética, um Pólo Norte feito de terra com cinquenta e três quilómetros de comprimento e largura.
 
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26.2.07
o ano polar internacional.
Dados meteorológicos do Cabo Thordsen, Spitsbergen, durante o primeiro Ano Internacional Polar.


Dois mil e sete é o ano do quarto ano internacional polar. A ideia de um programa, coordenado e multinacional, de estudos científicos sobre as regiões polares surgiu na segunda metade do século dezanove. Teve como principal impulsionador o austríaco Karl Weyprecht, membro da expedição austro-húngara liderada por Julius Von Payer. Para saber mais sobre o primeiro e sobre o quarto ano internacional polar, nada melhor que pular até aqui e aqui.
 
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24.2.07
fantásticos espaços do círculo: hekla.
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A Islândia no mapa de Tommaso Porcacchi, 1572.


Vulcão islandês próximo de um abismo profundo, onde os afogados reaparecem no aniversário da sua morte, ainda que o acidente tenha ocorrido a centenas de milhas de distância. Se um viajante lhes pergunta aonde se dirigem, eles responderão, com um profundo suspiro, que têm que ir ao Monte Hekla. Às vezes, dos glaciares circundantes, chega um gemido. Não muito longe de Hekla há outros dois sítios fascinantes: no primeiro arde um fogo que não deixa cinzas; do segundo emana uma água que, em vez de apagar o fogo, arde e se consome como a madeira.
(Tommaso Porcacchi, Le Isole Più Famose del Mondo, Milano, 1572.)


in Breve Guía de Lugares Imaginarios, de Alberto Manguel e Gianni Guadalupi, Ed. Gran Bolsillo, Alianza Editorial, 1980, página 251.
 
posted by Eduardo Brito at 21:31 | Permalink | 0 comments
postais do círculo do urso* - 1- kamchatka.
Península de Kamchatka, Rússia. Fotograma retirado da série Journeys To The Ends Of The Earth, de David Adams, episódio The Forbidden Zone, realizado por Steve Talley em 2004.


* Ou quase, no caso de Kamchatka.
 
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22.2.07
o navio casa e a jangada de gelo: a expedição polaris de charles francis hall
O nome do navio era o mesmo da estrela que brilha imprecisamente sobre o lugar que o americano Charles Francis Hall quis alcançar em mil oitocentos e setenta e um. Polaris, portanto. Do nevoeiro das lendas e do pó dos mapas vinham sinais de um mar aberto, livre de gelo, a rodear o Pólo Norte. Um imenso lago salgado em forma de “o” à espera do primeiro olhar do Homem. O líquido Pólo, à espera do Polaris. Para lá chegar, bastava atravessar a baía de Baffin, o estreito de Smith, o canal de Robeson e novecentos quilómetros de mar gelado. Nada que amedrontasse o capitão.



Charles Francis Hall


Charles Francis Hall não era novo nestas andanças. Tinha a experiência de duas longas viagens até às terras dos Inuits. Na primeira delas conhecera Ebierlung e a mulher, Tookolito, que passariam a acompanhá-lo desde então. Para a viagem do Polaris, Hall rodeou-se de uma equipa ambiciosa. Ao seu lado estava a experiência de gelo de Sidney Buddington. O rigor científico de Emil Bessels. As intermináveis horas de mar de George Tyson. Uma corja de marinheiros mercenários. E, claro, a amizade da família de Ebierlung e a sabedoria de Hans Hendrik.



O navio Polaris in Wonders Of The World: A History Of All The Researches And Discoveries In The Frozen Regions Of The North, de Sargent, Epes and Cunnington, William.


Mas cedo começaram as divergências sobre o rumo a seguir pelo Polaris. Mesmo tendo metade da tripulação contra si, Hall arriscou e subiu. Chegou à costa setentrional da Gronelândia. Até aos oitenta e dois graus e onze minutos Norte, latitude nunca antes alcançada por nenhum ser humano naquelas águas. Mas o vento e o gelo rapidamente o fizeram descer um pouco para sul. No abrigo de Thank God Harbour, o Polaris invernou, protegido que estava por um iceberg de cento e trinta e sete metros de largura, noventa e um de comprimento e vinte de altura, que logo ganhou o nome de Providence Berg. O calendário assinalava dez de Setembro.

Um mês e meio depois, Charles Francis Hall começava a perder forças. No seu diário, escrevia estranhar a constante fraqueza que se ia apoderando de si. Depois de regressar de uma jornada de exploração a Brevoort, na Baía de Newman, sentiu-se mal. Muito mal. Durante uma semana, delirou. Vomitou. Voltou a delirar. Acusou Emil Bessels, o físico da expedição, de o estar a envenenar. A oito de Novembro, o navio Polaris perdia o seu capitão. Chorado pelos seus fiéis amigos Ebierlung e Tookolito, foi sepultado num lugar que tomou o nome de Hall’s Rest.



Smith Sound, October 15, 1872. In Hall's Narrative of the North Polar Expedition.


Buddington assumiu a chefia da expedição e decidiu regressar a casa. Sem Hall, a expedição já não fazia sentido. E já não havia vontade em continuar para Norte. Faltava apenas que o espesso gelo derretesse e deixasse o Polaris navegar, o que acabou por acontecer em Agosto de mil oitocentos e setenta e dois. Finalmente, a lenta marcha rumo a casa, rumo ao Sul. Porém, a chegada do Outono desse ano foi violenta. A quinze de Outubro, a tempestade ataca um Polaris já fragilizado. Os ventos fustigam-no sem parar. E o gelo que o envolve ameaça esmagá-lo. A tripulação começa a retirar do navio os mantimentos, os cobertores, as roupas, os kayaks e as tendas. Tudo está agora num chão de gelo. E o chão do gelo parte-se. Parte-se mil vezes em mil bocados, deixando dezanove tripulantes a flutuar num tapete branco, deixando dezanove tripulantes a olhar o Polaris a desaparecer no horizonte, sem lhes responder aos acenos. Na imensidão do mar fica George Tyson na companhia de sete marinheiros, um cozinheiro e as das famílas de Ebierlung e Hansen. Três dias depois começava a longa noite polar.



O lugar da Casa Polaris, fotografado em 1881, no âmbito do primeiro Ano Internacional Polar.


É um Polaris partido pela força do gelo que inverna em Port Foulke. A tripulação transforma-o numa casa, num perfeito albergue para si e para a comunidade de esquimós Etah. Durante meses, cento e cinquenta pessoas convivem ali, na Casa Polaris. Constroem-se barcos, aprovisionam-se mantimentos para que a viagem de regresso a casa comece mal haja mar para navegar. Os tripulantes do Polaris fazem-se ao mar em Junho. Pouco depois, são resgatados pelo baleeiro Ravenscraig. Durante a viagem de regresso, ficam a saber que dezanove pessoas sobreviveram um Inverno inteiro numa jangada de gelo, encontrados que foram sãos e salvos na costa da Terra Nova, a trinta de Abril de mil oitocentos e setenta e três. Dois mil e quatrocentos quilómetros a sul do lugar onde ficaram entregues à sua sorte.



Emil Bessels


O inquérito à expedição Polaris concluiu que a morte de Hall foi causada por uma apoplexia. Concluiu que se não fosse a sabedoria e a experiência de Henrik Hansen, de Tookolito e de Ebierlung, a tripulação que ficou à deriva não teria sobrevivido.
Em mil novecentos e sessenta e nove, o corpo de Hall foi exumado. As análises feitas a amostras de tecido, cabelo e ossos concluíram que Charles Francis Hall foi envenenado com arsénico, tomado em grandes quantidades nas suas duas últimas semanas de vida.
 
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16.2.07
os horrores do gelo.
Nos finais de 2003, o sueco Peder Bjurman pegou nos diários da expedição Austro-Húngara ao Pólo Norte, de 1872, e adaptou-os para uma dramatização radiofónica. O resultado foi Isens Fasor, título sueco traduzível por Os Horrores do Gelo: um programa de trinta e cinco minutos, transmitido em quatro partes onde escutamos a dramática história de sobrevivência da tripulação do navio Tegetthoff, acompanhada de melodias cristalinas e gélidas compostas por Stina Nordenstam. Eis a versão inglesa do texto de Bjurdman.


Isens Fasor
* The Horrors Of The Ice *
Diary fragments from the Austro-Hungarian North Pole Expedition of 1872 in a freely fabled version by Peder Bjurman.

If a human steps out naked on the ice, the Arctic cold would create a cloud of fog around that person. And if the light comes from the right angle, the borders of this cloud would shine in all the colours of the rainbow; blue- violet, blue, yellow, orange, red-yellow.

The extinction of these colours would represent the stages when you are freezing to death; a death visible into the very last, when the red-yellow bow fades away. That is the dying at the North Pole, alone and extinction like a will-o'-the-wisp.

A few sea-gulls can still be seen sailing around. They visit the spots of open water around us. With short wing strokes they are hovering above the top of the mast, staring down at us and with hoarse screams they pass fast as an arrow to the south. Away from this shadowland that is awaiting us. We are stuck. It's as simple as that. Nothing can move us. Ice-bounded here all winter or the night. The ship is now our only protection against the cold. It has only been a short dream, the purpose of our journey. With sorrow we watch our slowely failure. With lack of willpower and for an indefinite time we are being brought into the darkness. It is summer, the second and it's thawing in the days. From the lookout open water is sighted far away. The summer's break-up of the ice doesn't reach us.

Yet another winter is waiting for us.

The dogs are wild and Gillis, the big Newfoundland dog, tears apart the last cat from Tromso, that has survived until now. The only creature we could feel some kind of affection for. The death of the cat is causing the men deep sorrow. Everyone was very fond of the animal, especially the Tyrolese Klotz, who almost got tears in his eyes. Most of us are loosing teeth, the gums swell up and suppurate. The scurvy abscesses have to be cut off with sissors and the wounds burned with acid.

The face is deformed by chilblains, the hands are covered with wounds. The frost deposit along the planking inside the ship is as thick as one's arm, the blankets are frostbound and there is a smell of smoke from the stoves. Several of the crew have a racking cough, the engineer is confined to bed, back a month. The ship's doctor does his best to encurage him that he soon will be well again, despite all hope seems to be gone.

When hunter Klotz returns to the ship from the bear hunt out on the ice, he pulls off his frozen fur, mittens and the face protection of leather, and suddenly he gets on his summer suit. He goes up on deck with his rifle on his shoulder, standing there for a long time with his eyes in the remote distance. He is only staring out over the ice, doesn't answer when spoken to. Later when we look for him up on deck, he has disappeared without a trace. The search teams are sent out in all four cardinal directions. After five horror-filled hours he is finally found, bare headed and with his face covered with ice he is passing slowely with dignity towards the south, home to Tyrol, home to his valley. Without a word he lets himself be brought back to the ship.

The clothes breaks off his body, he defrosts with warm water, rubs warm and is put in his berth, reserved and without a word. He stays there for the nearest future, almost a month quiet in his bed, away from the world, away from everything. But one day he suddenly rises, gets dressed, grabs his rifle and reports for duty to the deck watchman. We drift with the ice far more north, latitude by latitude at a snail's silence pace of the drift ice. And then we spot something, suddenly from nowhere it emerges far, far away, a ship or an optical illusion, a new continent. First just a small spot, then larger, until mountains appears, black to all the white around. The closer we drift the higher rises the land, higher and higher out of the sea.
-We herby name you after the emperor of Austria; Franz Josef Land.

The expedition has by mere chance or with the help of God, to where the ice drifted us, been taken to a new unknown land, never before seen by man. No one has ever before walked its ground or climbed its mountains. An ice kingdom of virgin land and barren as a sterile stoney desert with its thin crust of ice that covers all. Payer is training for the exploration and the upcoming triumph. The dog sled is prepared. Under Payer's command three men march off towards land to map these unknown areas, measuring, weighing. We have found a purpose of our journey and reason enough to return back home. At the northest point of this new land Payer is forced to turn back even if he still suspects other land masses out there. With this imagination of yet another continent, he sticks the flag into the ground at the northest point of the world. Discovered and annexed, measured and named, crossed from east to west and south to north, a sterile piece of stony desert in the polar water north of Norway, Svalbard and Murmansk. A black spot in the white sea.

Summer, if you can call it that, is arriving. There after another polar night, our third. If the decision is not soon being made we will never see daylight again. Towards the unavoidable, that has to come sooner or later, to abandon the ship and beat a retreat over the ice with thousand kilometers to nearest mainland and only in small fragile boats over open sea. Let the ice be, let it break.

Payer, the emperor's geographer and leader of the land journeys, says that the dogs have to be trained and lets the crew build a track, three nautical miles long, for sled trips with no particular destination. Just round and round and round. A shorter section is lined with columns of ice. The track gets longer and longer, and is lead through tunnels, past lakes of melted snow, with names like Neusiedler, Spittal, Traunsee. Valleys are named after the ones back home. The places are turned into temples of crystal. A city is growing out of the masses of ice, with ornaments and balistrades, a full-scale post-office, restaurants, town hall. The crew are building the temples more beautiful and the towers higher than Payer demands and are taking their work very seriously. They are playing.

On one Sunday morning during my sled tour, I get to see a seaman dressed up as a young burgher lady on the oriel of a tower, to whom another one is singing a serenade, wearing a tin can helmet crested with sea-gull wings. They paint their faces with soot and beetroot juice, painted like opera solists or Roman legionnaires. In all seriousness the play is played. Voluntarily lost in this beautiful world we don't see ourselves anymore. The crew enjoy themself. They take part on the same conditions and play. The dog team pull the decorated sled through cities and countries, one more magnificent and impressive and bigger than the other.
The fairy tale is complete. Then it has to be done, the fairy tail is over and the decision is finally made. We get ready for the journey home. Three life boats are prepared with runners, like on sleds, and are loaded with supplies, as much as we can carry. The log is put into sealed cans, like canned vegetables. The memory of our journey shall never be lost even if we would be drowned or die by the dragging over miles of ice. The crew take their framed pictures ashore, their loved ones, and put them on a rock, sheltered from the wind. When the ship gets crushed, these will not be lost and sink to the bottom of the sea. The rock with portraits shall witness that everything that could be saved was saved. The dogs are taken out on the ice and are shot; Semlja because she is too weak and Gillis because he has gone mad of the harness.

Our before so glorious ship is lying in a pile of rubbish, with the imperial flag nailed to the mast, decorated for the doomed destruction. I let the crew line-up and to give a three cheers, then I give the word for departure.

On 20 May, heading southeast, towards open water. I know it seems hopeless, but I put it into the crew's heads that the operation is possible. The boats are being dragged and pulled over ridges, cracks and vast expances of ice, always in bitterly cold headwind. After ten hours we have hardly made more than thousand meters from the ship. Shall we turn back, back to the warm bunks in the ship's inner? In awkward silence the sleds are being dragged. The towlines cut into shoulders and hands. More and more often we sink down to the waist in slush. Several throw up because of exhaustion. The ship's masts are disappear- ing behind us, slowely getting smaller and smaller. Every day someone is sinking exhausted down on his knees praying for mercy. The security in the ship is exchanged for months in tents. After two months of efforts we have only made less than fifteen kilometers from our former ship. I show nothing, but I realize that we are lost, if not something completely unexpected would happen. I'm just amazed how calm I am watching what is about to happen. Sometimes I think I don't care. My utmost decision is made. That's why I'm calm. But I have the seamen's fate very much at heart.

All I care about now is to be able to deposit the journals in such way they will be found next year. Every lost day, not a nail but a whole board in our coffin. The sled dragging is now just for the sake of appearances. The few kilometers we gain are worthless for our purpose. The slightest breeze drifts us farther away from the goal than we can walk in a whole day.

Our liberation day is on August 15, the Assumption. With a three cheers we push off from the ice-edge, towards the freedom. The outcome now only depends on the weather. Will there be a storm our boats will sink. We watch the white ice-edge turn into a line, finally vanishing. Stormy weather, we are exhausted. The boats are separated and waves almost turn them over, filling them with water all the time, the crew bail and bail. Mechanically we continue to row over an endless sea. Towards the unknown answer of our journey's outcome.

On 24 August 1874, at seven in the evening, we spot the Russian whalers Vasily and Nikolai, lying at anchor in Dunen-Bay. No one is cheering, only the slap of the oars can be heard when we are nearing. Most of us are to weak to climb the gangway on our own and has to be helped. When all are safe on board I hand over the letter of safe conduct to captain Voronin who reads it out loud.

-Tsar Alexander II Nikolaevich commands the Austro-Hungarian expedition to the care of his subjects.

The Russian seamen kneel around us. We are emaciated and covered with ulcers and chilblains. We are the disfigured strangers that have been talked about in every Arctic harbor for the last two years.


© Peder Bjurman
 
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a imagem do círculo. (1)
Luzes do Círculo do Urso. Assim se chama o catálogo sem exposição. De um lado, desenhos e aguarelas feitas por exploradores durante as suas viagens. Do outro, pinturas a óleo por artistas que peregrinaram até tão longe para se deixarem abraçar pela “luz feita de um silêncio de outro mundo, bem aqui no nosso”, como escreveu Polsen. Desenhos e Pinturas Polares dos Séculos XVIII e XIX, lê-se no sub-título: a veia artística do explorador encontra o traço aventureiro do artista. Na brancura folhas pesadas deste catálogo, textos sobre os desenhos e sobre as pinturas, textos sobre o Círculo e a sua Arte e textos e desenhos e pinturas sobre aquela luz.


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Samuel Hearne, A Winter View in the Athapuscow Lake, 1772.



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John Ross, 1st Communication With the Natives of Boothia Felix, 1818.




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John Ross, Crews of the Isabella and Alexandra, Sawing a Passage through the Ice, 1818.



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John Ross, A Bear Plunging Into the Sea, 1818.



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George Back, Canoe Broaching To, In a Gale of Wind at Sunrise, Aug. 23, 1821.



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George Back, Boats in a Swell Amongst Ice, August 24, 1826.



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Caspar David Friedrich, Arctic Shipwreck, 1823.



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Caspar David Friedrich, Reefs by Seashore, 1824.



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Christiaan Julius Lodewyck Portman, The Death of Willem Barentsz, 1836.



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Frederic Edwin Church, The Icebergs, 1862.



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William Bradford, An Arctic Summer: Boring Through the Pack in Melville Bay, 1871.



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William Bradford, Afternoon on the Labrador Coast, 1878.
 
posted by Eduardo Brito at 16:01 | Permalink | 1 comments
ponto de partida.
Assim nasce o Polaris - Histórias do Círculo do Urso, primeiro projecto fruto da Divina Desordem. Nasce com o propósito de ir falando sobre a história e o imaginário do Círculo Polar Árctico, sobre os homens neste apelativo Círculo do Urso. É pois, um trabalho continuado sobre o Norte, sobre o frio, sobre o silêncio e sobre outra forma de estar no tempo. Bem-vindos.

Eduardo Brito, Fevereiro de dois mil e sete.


 
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a estrela, hoje.
Polaris é a Estrela do Norte. Está a menos de um grau do Pólo Norte Celestial. Por isso, descobrir esta estrela no céu é encontrar o Norte na Terra. Como está tão longe do planeta, a Polaris aparenta não se movimentar aparentemente. Uma estrela lenta, portanto. Porém, daqui a doze mil anos, o nome deste projecto deverá passar a ser Vega, uma vez que será esta estrela da constelação de Lyra a Estrela do Norte da Terra irrequieta.
 
posted by Eduardo Brito at 15:41 | Permalink | 0 comments
15.2.07
e então, o silêncio.
O viajante parte à procura de Tule, a última. Segue os ensinamentos de Piteias, colhidos na Biblioteca Histórica de Diodoro Sículo. Das ilhas Orkney, navega seis dias e seis noites para Norte. Passa o Círculo do Urso mas não encontra nem cidade, nem reino. Chega ao fim do mar. À sua frente, a vastidão dos brancos desertos de gelo. Já não há dias e já não há noites. O viajante deixa, então, de sentir o tempo. E exausto, diz praeter solitudinem, nihil video.
 
posted by Eduardo Brito at 17:35 | Permalink | 1 comments
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